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Brasil17h42

Governo contabiliza 45 casos de violência política após o 2º turno

Balanço do Ministério da Justiça aponta dez mortes; pasta diz que vai cobrar punição de autores e de policiais

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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O governo federal contabilizou 45 casos de violência política registrados entre sábado (24/10) e terça-feira (27/10), no contexto das eleições presidenciais. Os episódios deixaram dez mortos. O balanço foi apresentado nesta quarta-feira (28/10), em coletiva no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

A maior parte dos casos ocorreu após a divulgação do resultado, entre domingo (25/10) e segunda-feira (26/10), segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Ele afirmou que as vítimas eram, em sua maioria, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os casos classificados pelo governo, 14 são de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos. Há ainda sete atropelamentos intencionais, cinco disparos de arma de fogo, cinco casos de violência contra povos indígenas e seis de abuso de autoridade ou abuso policial. Três dos dez mortos eram indígenas.

As categorias informadas somam 37 casos. A pasta não explicou a diferença em relação ao total de 45.

Os registros se concentram em Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Segundo o Metrópoles, os estados aparecem nessa ordem de número de ocorrências.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, disse que o governo vai acionar as corregedorias dos órgãos em que houver policiais envolvidos e cobrar o afastamento e a punição dos agentes. A pasta também pedirá que todos os casos sejam concentrados na Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Polícia Federal será acionada para identificar responsáveis por crimes de competência federal, como racismo, violência política de gênero, xenofobia, violência contra indígenas e crimes contra o Estado democrático de Direito. Borges afirmou que a PF também fará prisões relacionadas a esses casos. Crimes comuns seguem sob responsabilidade das polícias estaduais, segundo o G1.

Boulos disse: “Não haverá impunidade nesses casos.” Ele também declarou solidariedade às famílias das pessoas mortas. O governo não detalhou as ocorrências que compõem o levantamento nem a situação de cada investigação.

Agressões físicas lideram os casos classificados pelo governo
Agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos
14
Abuso de autoridade ou policial
6
Atropelamentos intencionais
7
Disparos de arma de fogo
5
Violência contra povos indígenas
5
Fonte: dados citados nas reportagens listadas abaixo. Gráfico do Dado Bruto.
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