Chilli Beans pede recuperação extrajudicial e busca renegociar R$ 340 milhões
Plano prevê aporte de até R$ 50 milhões e tem Itaú, Akron e Vega como financiadores âncora
A rede de óculos e relógios Chilli Beans pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas. O pedido foi apresentado no fim de outubro de 2026, segundo comunicado da própria empresa.
As fontes divergem sobre o dia do protocolo. A Folha informa que o pedido foi feito na noite de sexta-feira (30). O G1 indica sábado (31), e a CNN Brasil não cita data específica.
O plano, alinhado com os principais credores, prevê aporte de até R$ 50 milhões para reestruturar o negócio. Itaú, a consultoria Akron e a gestora Vega atuam como financiadores âncora e coordenam a entrada de novos recursos na companhia.
Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores novos prazos, valores e condições de pagamento. O Judiciário tem participação reduzida nessa fase. Quando o acordo é levado ao juiz para homologação, passa a valer para todos os créditos de mesma natureza.
Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, um dos principais financiadores, afirmou que a renegociação vai permitir à companhia ajustar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio. Segundo ele, a rede pode concentrar esforços na operação e "retomar uma trajetória de crescimento sustentável".
A Chilli Beans tem cerca de 900 franquias no Brasil e atua em mais de 14 países. Em outubro, a empresa abriu nove pontos de venda no país e outros quatro na América Latina.
O setor de varejo sente os efeitos dos juros altos. Segundo a Folha, a taxa Selic eleva o custo do financiamento, reduz margens e diminui o consumo, sobretudo entre famílias que dependem de parcelamento para comprar.
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