Boulos chama de chantagem a pressão do mercado sobre ajuste fiscal
Ministro defende cortes em desonerações, supersalários e emendas parlamentares e diz que ajuste não deve atingir os mais pobres
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), chamou de “chantagem do mercado” o debate sobre o ajuste fiscal. A fala foi dada à Folha de S.Paulo, em entrevista publicada neste sábado (31).
O ajuste fiscal em discussão é do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Boulos, eventuais cortes de gastos devem atingir privilégios, e não políticas voltadas à população mais pobre. Ele citou três frentes para um pacote de economia: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas. Para ele, as desonerações somam quase R$ 600 bilhões por ano.
Ao criticar a pressão, Boulos afirmou que não se pode opor “chantagem de mercado” à vontade popular. “Isso é anular a democracia”, disse.
Também segundo o ministro, a prioridade do eventual pacote deve ser cortar benefícios e distorções que pressionam o orçamento.
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