Manifestantes protestam em São Paulo contra a Meta e cobram neutralidade nas eleições
Entidades não conseguiram protocolar manifesto; TSE deu 24 horas para a empresa explicar medidas de isonomia
Centenas de manifestantes protestaram na noite de segunda-feira (19) em frente às sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. Eles cobram neutralidade da empresa nas eleições de 2026 e mais transparência na moderação de conteúdos.
Entidades tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo os organizadores, a empresa não permitiu o protocolo. O documento será enviado digitalmente, em ação de massa.
A programadora Veronica Gimenez, que organizou o ato pela ONG TravaHacker, pediu relatórios sobre as ações da empresa e locais de acompanhamento para monitorá-las.
Manifestantes afirmaram que a plataforma censura ativistas, não mede os conteúdos com imparcialidade e favorece interesses próprios. Segundo alguns presentes, há desigualdade no impulsionamento de conteúdos de direita. O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, disse ter sido banido mesmo com ordem judicial favorável e afirmou que a Meta não cumpre a liminar há 11 meses. As fontes não informam resposta da empresa a essa declaração.
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A campanha pede que a Meta explique dados que indicariam menor alcance de conteúdos do campo de Lula e destaque ao adversário. A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação semelhante. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para a empresa comprovar medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha.
Em nota, a Meta atribuiu a dificuldade para gerar conteúdos e acessar comunidades e grupos ao excesso de regras eleitorais e à demora na checagem e liberação de conteúdos.
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