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MP pede ao TSE aviso por WhatsApp sobre mudança de locais de votação

Alterações atingem 402,6 mil eleitores em 1.397 seções, segundo dados do TSE

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que avise os eleitores, por WhatsApp ou SMS, sobre as mudanças de locais de votação do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A sugestão consta de ofício enviado nesta segunda-feira (19).

O ofício, assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, é dirigido ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Além disso, a promotoria sugere a colocação de cartazes informativos nos locais que deixaram de atender eleitores e o envio de equipes para dar orientações à população no dia da eleição.

Segundo dados do TSE atualizados no domingo (18), 1.397 seções tiveram o endereço alterado, o que afeta 402.599 eleitores. Em uma atualização anterior, no mesmo dia, a corte havia registrado 2.033 seções e cerca de 592 mil eleitores. O Ministério Público Eleitoral afirma que os números apresentaram divergências e que a base oficial ainda estava em atualização.

Segundo o TSE, as zonas eleitorais promoveram essas alterações devido a estragos causados pela chuva, obras que não foram finalizadas, dificuldades de acesso e interrupções no abastecimento de energia elétrica. Para a corte, a mudança de local não diminui a quantidade de seções nem causa prejuízo aos votantes.

O documento aconselha que o TSE finalize, com a maior brevidade possível, a relação oficial das seções realocadas e avise os eleitores por meios oficiais, a exemplo do aplicativo e-Título. Propõe também que a página inicial do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais traga atalhos para a verificação dos endereços atualizados.

No domingo, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao TSE medidas para dar mais visibilidade às alterações. A campanha mencionou o índice de abstenção de 21,08% registrado no primeiro turno e declarou que a divulgação deficiente dos novos locais de votação pode tornar mais difícil o comparecimento às urnas.

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