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Política19 out

Flávio nega plano de acabar com Bolsa Família em dois anos e acusa Lula

Campanha fala em regra de transição de dois anos; a regra atual prevê 50% do benefício por 18 meses

Por Redação Dado Bruto · · Atualizada às 21h40 Fontes
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou, na segunda-feira (19), que pretenda encerrar o Bolsa Família em dois anos. Em vídeo publicado no mesmo dia, ele acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas sobre o programa.

A controvérsia começou com entrevista da economista Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio, à rádio CBN Bahia. Ela afirmou que um eventual governo Flávio adotaria regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguissem emprego com carteira assinada ou abrissem um negócio, com retorno automático ao programa caso a nova fonte de renda não desse certo. Aliados de Lula repercutiram a fala.

No vídeo, Flávio disse que a proposta serviria como incentivo. Segundo ele, o beneficiário que arrumasse emprego formal ou abrisse uma empresa continuaria recebendo o Bolsa Família por até dois anos, e voltaria a receber imediatamente se perdesse o trabalho ou o negócio desse errado. “Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira”, afirmou o senador.

Flávio e Daniella publicaram vídeos em que classificam como notícia falsa a versão de que a proposta encerraria o programa, segundo a Folha. O Metrópoles informa que Flávio também atribuiu à equipe de Lula a tentativa de assustar beneficiários. A Folha registra que Camilo Santana, porta-voz da campanha de Lula, criticou a proposta em fala a jornalistas no mesmo dia.

As fontes divergem sobre o efeito da proposta. O Poder360 afirma que ela não determinaria o fim do programa após dois anos, mas uma transição. A CNN Brasil, por sua vez, relata que o beneficiário perderia o pagamento depois de mais de 24 meses na nova situação. A campanha não detalhou se o beneficiário receberia o valor integral ou metade do benefício durante o período.

Hoje, a regra de proteção permite que famílias cuja renda por pessoa ultrapasse R$ 218 continuem recebendo 50% do benefício por até 18 meses. Para entrar nessa regra, a renda mensal por pessoa não pode passar de R$ 706, segundo Exame, Metrópoles e Folha. A Exame informa que famílias que entraram na regra até junho de 2025 mantêm o prazo de 24 meses. A Folha afirma que, até o ano passado, o prazo era de 24 meses.

Sobre o retorno, Flávio disse que quem deixa o programa enfrenta uma fila longa, que pode levar meses. O Metrópoles afirma que essa informação não corresponde às regras atuais. Segundo Exame, Correio Braziliense e Folha, o retorno garantido vale por até 36 meses. A Folha ressalta que, hoje, o retorno não é automático: o beneficiário precisa procurar a prefeitura e atualizar os dados cadastrais, sobretudo de renda.

O governo federal reajustou o piso do programa em setembro. O valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, alta de cerca de 15%, segundo o Poder360. A CNN Brasil informa o mesmo valor mínimo.

Daniella também anunciou a criação do Ministério da Prosperidade, segundo a Exame e a CNN Brasil. A pasta ofereceria crédito para quem quisesse abrir negócio, além de capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para domingo (25).

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