Entidades fazem ato em SP contra suposta interferência da Meta nas eleições
Organizações pedem reparação e transparência sobre moderação; Meta diz não tomar partido na disputa
Nesta segunda-feira (19), entidades civis e movimentos sociais foram às ruas e se reuniram diante da sede da Meta, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, para manifestar repúdio àquilo que consideram uma ingerência da companhia no pleito eleitoral do Brasil.
O ato, intitulado “Meta, não se meta na nossa eleição”, teve como alvo a notificação extrajudicial dirigida a Conrado Leister, diretor da empresa no Brasil. O documento pede reparação pelos danos que as entidades atribuem à plataforma, transparência sobre decisões de moderação e canais de contestação para usuários afetados.
De acordo com quem organizou o ato, os bloqueios recaíram principalmente sobre publicações relacionadas ao chefe do Executivo federal Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que busca um novo mandato. Os manifestantes apontam perfis suspensos, postagens retiradas e redução inexplicada do alcance.
Em nota divulgada em 16 de outubro, a Meta afirmou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”. A empresa negou ter interferido ou favorecido candidatos, mas admitiu falhas técnicas temporárias que afetaram a campanha de Lula.
A Folha de S.Paulo publicou mensagens internas de funcionários da Meta que, segundo o jornal, reconheciam prejuízos ao perfil do presidente por causa de restrições. A empresa atribuiu os episódios a problemas técnicos.
A mobilização foi organizada pelas entidades CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.
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