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Campanha de Lula decide acionar TSE e pede cassação da chapa de Flávio

Ação acusa a Meta de favorecer a candidatura do PL; ministro Marco Bellizze já emitiu duas liminares contra a empresa

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a campanha, a Meta teria beneficiado o candidato com o que chama de manipulação algorítmica.

A ação de investigação judicial eleitoral, conhecida como Aije, deve ser protocolada nas próximas horas. Os advogados afirmam que sistemas de recomendação, ferramentas de inteligência artificial e a revisão de anúncios do Instagram, do Facebook e do WhatsApp passaram a favorecer Flávio e a prejudicar Lula. O texto também cita o Grok, ferramenta de IA do X, que segundo a petição gerava propaganda ligada a Flávio e se recusava a produzir material para Lula.

A petição cita reportagem da Folha segundo a qual funcionários da Meta admitiram restrições à conta de Lula e a recomendação, em buscas, de canais e perfis de Flávio, prática que as regras do TSE vedam. A campanha também aponta o que considera amplificação atípica das publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem 22,9 milhões de seguidores.

Sobre os perfis oficiais no Instagram, a ação compara os dados dos dois candidatos. O perfil de Flávio tem 17,2% menos seguidores, mas, segundo a petição, registra média de curtidas e comentários 2,96 vezes maior. Nos Reels, a média de visualizações seria de 15,64 milhões, contra 5,91 milhões no perfil de Lula.

A conta de Lula ficou impedida de impulsionar publicações do feed no Instagram entre a noite de 9 e a manhã de 10 de outubro, segundo a campanha. A Folha informa que o problema durou quase 24 horas. A Meta, em justificativa inicial citada pelo jornal, falou em falha técnica global.

Em 15 de outubro, o ministro Marco Bellizze deu liminar determinando que a Meta tratasse os dois candidatos de forma isonômica, sob multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. Em nova liminar, o ministro deu à empresa 24 horas para comprovar o cumprimento e elevou a multa para R$ 1 milhão por dia.

O advogado Luiz Eduardo Peccinin, que assina a ação, afirma que a empresa não pode decidir, pela opacidade de seus algoritmos, quem será ouvido numa eleição. A campanha não informou resposta da Meta sobre a ação. O material apurado não traz manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro.

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