Caso Meta e conteúdo político nas redes
3 desdobramentos, do mais recente ao mais antigo. Último: 16 out. 2026, 20h52.
A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, está no centro de uma disputa sobre a distribuição de conteúdo político durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a empresa não interfira na distribuição de conteúdo dos dois candidatos até o fim do segundo turno, e a empresa nega favorecimento.
A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral contra a Meta, alegando que a empresa falhou de forma reiterada na entrega de postagens da candidatura. Segundo a ação, a campanha também apontou diferença no tratamento da geração de imagens por inteligência artificial entre as candidaturas.
Segundo a campanha de Lula, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver anúncios por causa de uma restrição que durou quase 24 horas no dia 9 de outubro, período em que o perfil oficial não conseguia impulsionar postagens do feed.
A Folha de S.Paulo publicou que mensagens internas da Meta mostram que funcionários reconheceram restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram durante a campanha. Segundo o jornal, os funcionários também reconheceram que a plataforma recomendava o perfil de Flávio Bolsonaro e seu canal no WhatsApp, prática que o TSE proíbe para candidatos.
A Meta nega que atue para interferir na eleição ou favorecer uma candidatura. Segundo a empresa, os episódios citados tiveram causas diferentes: falhas técnicas globais, uma brecha em ferramenta de inteligência artificial e outros incidentes técnicos.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu a decisão que proíbe a Meta de reduzir a distribuição, excluir da recomendação ou restringir a busca de conteúdos das duas candidaturas. Em caso de descumprimento, a empresa pagará multa diária de R$ 500 mil. Em 24 horas, a empresa deve limitar a exclusão dos sistemas de recomendação aos perfis oficiais e desabilitar ou restringir as contas de anúncios.
Em 16/10, o TSE manteve a decisão. No mesmo dia, o deputado André Janones (Rede-MG) convocou apoiadores de Lula para um panelaço às 21h15, durante a entrevista de Flávio Bolsonaro na TV Globo, ato que não tem ligação direta com a Meta.
Linha do tempo
- 09/10Restrição de cerca de 24 horas impediu o perfil oficial de Lula de impulsionar postagens do feed, segundo a campanha.
- 16/10O TSE manteve a decisão que proíbe a Meta de interferir na distribuição de conteúdo político de Lula e Flávio Bolsonaro até o fim do segundo turno. Leia a matéria
- 16/10A Folha publicou que mensagens internas da Meta reconhecem restrições a contas de Lula e recomendação do perfil de Flávio Bolsonaro.
- 16/10Janones convocou apoiadores de Lula a um panelaço durante a entrevista de Flávio Bolsonaro na TV Globo.
O que se sabe
- O TSE manteve a decisão que impede a Meta de interferir na distribuição de conteúdo político de Lula e Flávio Bolsonaro até o fim do segundo turno.
- A multa por descumprimento é de R$ 500 mil por dia.
- A campanha de Lula diz que cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver anúncios por causa de uma restrição de quase 24 horas no dia 9 de outubro.
- A Meta nega favorecimento e atribui as falhas a incidentes técnicos e a uma brecha em ferramenta de inteligência artificial.
O que ainda falta
- A Folha afirma que mensagens internas reconhecem as restrições e a recomendação do perfil de Flávio, mas as matérias não detalham a resposta da empresa a esses documentos específicos.
- As matérias não informam se a equipe de Flávio Bolsonaro se manifestou sobre o panelaço convocado por Janones.
Atualizado em 16 out. 2026, 20h52, com base nas matérias publicadas sobre o assunto. Corrigimos erros: contato@dadobruto.com.
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