Likud acusa partidos árabes de fraude e pede investigação de eleição em Israel
Contagem parcial dá 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu, abaixo das 61 necessárias para maioria no Knesset
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quarta-feira (28) partidos árabes de fraudar a eleição parlamentar realizada na terça-feira (27) e pediu investigação do processo eleitoral. Segundo o partido, as eleições foram « roubadas » por essas legendas, por meio de crimes como suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de software proibido para mobilizar eleitores.
O partido afirma que enviou à polícia, ao serviço de segurança interno Shin Bet e à Comissão Eleitoral centenas de depoimentos e provas. Segundo o comunicado, as provas tratam de violência contra equipes de seções eleitorais em locais com forte presença árabe, compra de votos e votos duplicados. O Likud disse que pretende apresentar as evidências à Justiça, mas não as tornou públicas.
A Comissão Central de Eleições afirmou que analisa as alegações de irregularidades apresentadas por qualquer partido, inclusive o Likud, em um processo de monitoramento que, segundo o órgão, ocorre em todas as eleições. Mais cedo, um funcionário da comissão já havia rejeitado denúncias de fraude.
A apuração ainda não está concluída. Com cerca de 90% a 92% dos votos apurados, conforme a fonte, o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema direita e ultraortodoxos, tem 53 das 120 cadeiras do Knesset. A oposição, liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, soma 48. Os partidos árabes têm 19. Para formar maioria, são necessárias 61 cadeiras.
Com esses números, nenhum bloco alcança a maioria sozinho. Os partidos árabes podem ser decisivos na formação de um governo, seja de oposição a Netanyahu, seja de outra composição. Os números são preliminares e a distribuição de cadeiras ainda pode mudar.
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