Orçamento britânico zera taxa fixa do gás e prevê pagamento de £100 em energia
Chanceler John Healey apresentou primeiro orçamento e mantém metas fiscais, com previsão de crescimento de 1,2% em 2026
O chanceler do Tesouro britânico, John Healey, apresentou em 28 de outubro de 2026 seu primeiro orçamento, segundo o The Guardian. Ao abrir o discurso, ele disse que o país enfrenta pressões econômicas globais e citou a guerra no Irã como fator que elevou custos para as famílias britânicas.
O governo afirma que vai cumprir as duas regras fiscais. A primeira determina que os gastos correntes sejam cobertos pela arrecadação. A segunda exige que a dívida pública, medida como porcentagem do PIB, caia no terceiro ano da projeção. Segundo o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR), a folga será de £15 bilhões em 2029-30 e de £20 bilhões em 2030-31.
Pelas projeções do OBR, o PIB crescerá 1,2% neste ano e 1% no próximo. A dívida pública deve chegar a 83,2% do PIB em 2026. Os gastos com juros da dívida terão aumento de £14 bilhões neste ano.
Na área de energia, o governo vai eliminar as taxas fixas nas contas de gás de 23 milhões de residências. Segundo Healey, dois terços dos domicílios economizarão, em média, £45 por ano. A redução do IVA sobre a energia será estendida até julho, o que reduzirá em £50 o teto anual de preço. Também será criada cobrança de £100 em pagamento direto para 20 milhões de lares nas faixas A a D do imposto municipal, com custo de £2,6 bilhões.
O governo também anunciou a retirada de um encargo nas contas que financiava o hidrogênio e a migração de renováveis mais antigas para contratos de preço fixo. A aprovação do campo de gás Jackdaw foi apresentada por Healey como decisão pragmática, e ele reafirmou o compromisso com a meta de emissões líquidas zero.
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