Justiça do Egito multa editora e determina fechamento do site Mada Masr
Lina Attalah ficou detida por algumas horas e foi solta após o veículo pagar multa de 3 milhões de libras egípcias
A editora-chefe do site egípcio Mada Masr, Lina Attalah, ficou detida por algumas horas na terça-feira (27), em Cairo, depois que a Justiça a condenou por administrar um site sem licença. A decisão também determinou o fechamento do veículo.
Attalah foi solta após o Mada Masr pagar a multa de 3 milhões de libras egípcias, equivalente a cerca de US$ 53,5 mil ou £ 40,1 mil. A defesa recorreu da condenação, e uma nova audiência está marcada para 11 de novembro. Segundo os advogados, durante o procedimento de soltura descobriu-se que Attalah também havia sido sentenciada, à revelia, em 2024, a um ano de prisão.
A Anistia Internacional classificou a sentença como « um golpe esmagador » para a liberdade de imprensa. A organização afirma que a decisão encerra anos de perseguição judicial contra a jornalista, que já enfrentou diversas investigações por causa de reportagens do veículo.
O caso ocorre semanas depois de seis jornalistas da plataforma de checagem Matsadaash serem acusados de pertencer à Irmandade Muçulmana, grupo proibido no Egito. Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), o país tem 25 jornalistas presos atualmente.
O Mada Masr, fundado em 2013, afirma ter pedido licença de funcionamento há três anos sem receber resposta das autoridades.
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