Vereador Senival Moura (PT) é preso pela segunda vez em São Paulo
Investigação sobre a Transunião apura suspeita de lavagem de dinheiro do PCC; defesa nega envolvimento e vai recorrer
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (28/10), na capital paulista, o vereador Senival Moura (PT). A prisão faz parte da Operação Última Parada, que apura suspeita de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o vereador integraria o esquema. A prisão preventiva foi decretada após o relatório final da investigação ser enviado à Justiça. Senival já havia sido preso em junho e solto em agosto, por decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
A CNN Brasil informa que outras quatro pessoas tiveram mandado de prisão preventiva expedido. Duas delas ainda não foram localizadas. O número de presos e foragidos varia conforme a fonte.
A operação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e, segundo a CNN Brasil, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP. A investigação começou a partir da apuração sobre a morte de Adauto Jorge, ex-executivo da Transunião.
A CNN Brasil informa que a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos em 2025 para operar linhas de ônibus na capital.
A defesa de Senival nega envolvimento com organização criminosa e com lavagem de dinheiro. O advogado Marcio Sayeg afirma que o pedido de prisão não traz fundamentação suficiente. Segundo ele, a prisão preventiva não pode funcionar como antecipação de pena. A defesa diz que vai contestar a necessidade e a legalidade da custódia.
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