Pesquisadores dos EUA testam pílula anticoncepcional masculina em animais
Medicamento bloqueia a mobilidade dos espermatozoides por seis a oito horas; testes em humanos devem começar em menos de dois anos.
Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolvem uma pílula anticoncepcional masculina que bloqueia temporariamente a mobilidade dos espermatozoides. Segundo as fontes, o remédio poderia ser tomado cerca de 30 minutos antes da relação sexual e teria efeito de seis a oito horas.
O medicamento ainda está em fase de testes com animais. Até o momento, os pesquisadores afirmam não ter registrado efeitos colaterais nesses estudos. Os testes em humanos devem começar em menos de dois anos.
Os farmacologistas Jochen Buck e Lonny Levin lideram o projeto. Eles receberam do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) uma bolsa de milhões de dólares, com duração de quatro anos. É a terceira concedida à pesquisa desde 2020.
A substância atua sobre a enzima adenilil ciclase solúvel (sAC), necessária para que os espermatozoides se desloquem pelo trato reprodutivo feminino até o óvulo. Ao inibi-la temporariamente, o medicamento interrompe esse movimento.
Há pontos a esclarecer antes dos testes em humanos. A enzima também está presente em outros tecidos, como os olhos, e as avaliações de segurança precisam verificar possíveis efeitos nessas partes. Além disso, os espermatozoides podem sobreviver até cinco dias no trato reprodutivo feminino, enquanto o efeito previsto da pílula dura de seis a oito horas.
Os homens dispõem hoje apenas da camisinha e da vasectomia como métodos contraceptivos. Outra linha de pesquisa é o gel experimental NES/T, que combina segesterona e testosterona e é aplicado diariamente na pele para suprimir a produção de espermatozoides.
Receba as análises do Dado Bruto
Análises sobre eleição, política e economia, direto no seu e-mail.
Comentários
- Carregando comentários…