Governo dos EUA processa Califórnia e pede barrar votos de 20 mil eleitores
Departamento de Justiça diz que os eleitores podem não ser cidadãos; estado afirma que suas medidas são robustas
O Departamento de Justiça dos EUA processou a Califórnia nesta quinta-feira (15), no tribunal federal de Los Angeles. A ação pede que o estado não compute os votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores suspeitos de não serem cidadãos.
Segundo a ação, agências do Departamento de Segurança Interna cruzaram os cadernos eleitorais com bases de dados federais e identificaram esses supostos não cidadãos. O governo pede que a contagem desses votos seja suspensa até que a situação migratória de cada um seja verificada.
O governo afirma que entregou ao estado, nesta semana, uma lista com mais de 20 mil nomes e pediu que eles fossem retirados preventivamente do registro de eleitores. O Departamento de Justiça sustenta que é ilegal que estrangeiros votem em eleições federais.
A ação chega a pouco mais de um mês das eleições legislativas de meio de mandato. Pela Constituição dos EUA, cabe aos estados administrar as eleições, embora o governo federal tenha papel de supervisão.
A secretária de Estado da Califórnia, Shirley Weber, e Dean Logan, responsável pelo registro de eleitores, figuram como réus na ação. Ambos não responderam de imediato aos pedidos de comentário da imprensa.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (14), Weber afirmou que as proteções do estado contra o voto de não cidadãos são robustas. Ela disse que os esforços do Departamento de Justiça para obter dados eleitorais protegidos servem para "causar caos e alimentar a desconfiança pública".
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