Campanha de Lula leva à OEA e à UE queixas contra a Meta
Equipe do presidente aponta tratamento desigual a Flávio Bolsonaro; TSE emitiu decisão sobre a plataforma no mesmo dia
A campanha de Lula (PT) à reeleição apresentou nesta quinta-feira (15), a missões internacionais de observação eleitoral, queixas contra a Meta. Segundo a equipe do presidente, a empresa dá “tratamento assimétrico” em favor de Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
A coordenação política entregou oito ocorrências a representantes de seis grupos: OEA, União Europeia, Uniore, Parlasul, Liga dos Estados Árabes e Rojae-CPLP.
Entre as ocorrências, relatos apontam que a ferramenta de inteligência artificial da Meta diz não poder produzir conteúdo sobre Lula, mas gera imagens com nome e imagem de Flávio Bolsonaro. A equipe afirma que as falhas técnicas alegadas pela empresa têm impacto seletivo, sem comprovação equivalente para o adversário. Segundo ela, a conduta afronta a legislação eleitoral, o Marco Civil da Internet e a LGPD.
Na quarta-feira (14), a coligação Brasil Pronto Pra Mais acionou o TSE para questionar o funcionamento da Meta AI.
As fontes divergem sobre a decisão do TSE. Uma reportagem diz que o ministro Marco Aurélio Bellizze acolheu o pedido da campanha de Lula e determinou que a Meta adote medidas para tratamento igualitário entre as duas campanhas presidenciais. Outra afirma que o tribunal determinou que a empresa não interfira, até o fim do segundo turno, na distribuição de conteúdo político-eleitoral de Flávio Bolsonaro nem de Lula.
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