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Mundo52 min

Trump diz manter conversas com Rússia e China sobre desnuclearização

Presidente americano afirma que negocia com Moscou e Pequim e prevê que a China alcance os EUA em cinco anos

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 07h05 Fontes
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Navio porta-contêineres em navegação perto do Rio de Janeiro
Imagem ilustrativa: Navio porta-contêineres em navegação perto do Rio de Janeiro. Foto: Wilfredor · CC0 · créditos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (15) que seu governo negocia com Moscou e Pequim para desnuclearizar os países com os maiores arsenais atômicos. A declaração foi feita em entrevista ao canal Newsmax.

Na mesma entrevista, Trump disse esperar que a China alcance os Estados Unidos nos próximos cinco anos. Ao tratar do tema nuclear, lamentou a situação: "É uma pena, porque eu adoraria promover a desnuclearização, se possível". Em seguida, afirmou que o país conversa com a Rússia e também com a China sobre o assunto.

A Newsmax relatou que Trump conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre a desnuclearização. A informação chega às matérias apenas pela citação ao veículo, sem confirmação de outra fonte. As reportagens também não detalham o conteúdo ou o andamento das negociações citadas por Trump.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), a Rússia tem a maior quantidade de ogivas nucleares estocadas, vindo em seguida os Estados Unidos e a China. Já os norte-americanos contam com mais ogivas implantadas, ou seja, preparadas para serem utilizadas, do que os russos.

Para entender o tema, é preciso considerar o encerramento do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START), firmado em 2010. Esse pacto chegou ao fim no começo de 2026, alguns meses antes das falas de Trump. De acordo com o documento, só se admitia uma extensão, a qual foi negociada por cinco anos pelo ex-presidente Joe Biden e pelo líder russo, Vladimir Putin.

Uma nova extensão dos limites do tratado dependeria de uma decisão executiva que os prorrogasse de forma voluntária, segundo as matérias. Até a publicação desta reportagem, não há registro, nas fontes consultadas, de uma decisão nesse sentido.

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