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Mundo02h33

Economia dos EUA cresce mais que a do G7, mas inflação e custos das famílias pesam

Dados da BBC Verify mostram alta de 3,7% na inflação e queda na geração de empregos sob Trump

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília
Imagem ilustrativa: Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · créditos

A economia dos Estados Unidos cresce em ritmo considerado respeitável para os padrões recentes do país, segundo a BBC. Em análise publicada em 20 de outubro de 2026, a emissora verificou as afirmações do presidente Donald Trump, que se gaba do desempenho econômico antes das eleições legislativas de meio de mandato.

Os dados mostram crescimento de cerca de 3,2% desde o fim de 2024, mais que qualquer outro país do G7 no período. O Produto Interno Bruto avança a uma taxa anualizada de 2,2%. O crescimento superou as projeções do Fundo Monetário Internacional, que havia reduzido suas previsões após as tarifas anunciadas em abril de 2025.

Os investimentos em data centers para inteligência artificial ajudam a sustentar a economia. Os gastos das empresas americanas nessas construções chegaram a US$ 5 bilhões em agosto de 2026, quase o dobro do valor mensal registrado quando Trump voltou ao cargo.

A inflação, porém, subiu. O índice atual está em 3,7%, abaixo do pico de 9% em 2022, mas acima dos 3% herdados por Trump em janeiro de 2025. Economistas estimam que a inflação seria menor sem as novas tarifas. A guerra entre EUA, Israel e Irã também pressionou os preços de energia. O diesel bateu recorde de US$ 6,52 por galão em setembro. Carne bovina e café ficaram mais caros, enquanto os ovos baratearam.

A renda média das famílias, descontada a inflação, subiu 2,6% em 2025, para US$ 87.460, a maior já registrada. Um estudo do think tank Institute on Taxation and Economic Policy (ITEP) aponta, porém, que o conjunto de cortes de impostos, o fim de subsídios ao seguro-saúde e os aumentos de preços deixaram a faixa intermediária cerca de US$ 1.700 pior em 2026 do que estaria sem essas mudanças. Os 20% mais pobres perderiam cerca de US$ 750. Já o 1% mais rico teria ganho, em média, US$ 12.560, principalmente pelos cortes de impostos.

No mercado de trabalho, foram criados em média 34 mil empregos por mês desde a volta de Trump à Casa Branca. O número é bem inferior aos 122 mil mensais do último ano de Joe Biden. O emprego na indústria, de 12,6 milhões de pessoas em setembro de 2026, está ligeiramente abaixo do início do segundo mandato. A taxa de desemprego é de 4,2%, próxima do nível de janeiro de 2025. A redução da força de trabalho, provocada pela política migratória e pelas deportações, ajuda a manter o índice baixo com menos vagas.

Os gastos do governo federal também crescem. O déficit foi de US$ 2 trilhões no ano encerrado em setembro de 2026, cerca de 6% do PIB. Projeções indicam que o rombo chegará a mais de 8% do PIB até 2030.

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