Pular para o conteúdo
Dado BrutoDado Bruto O fato, antes da versão.
Mundo56 min

Tribunal do Quênia condena líder de seita por mortes de 191 pessoas

Quase todas as vítimas eram crianças que morreram de fome na floresta de Shakahola; sentença será lida em 6 de novembro

Por Redação Dado Bruto · Fontes
Compartilhar

Um tribunal do Quênia considerou culpado de assassinato o pastor Paul Mackenzie, líder de uma seita apocalíptica, pela morte de 191 pessoas. Todas, exceto uma, eram crianças. O veredito foi anunciado em Mombaça, cidade portuária do país, após uma sessão de oito horas.

Segundo a juíza Diana Mochache, Mackenzie determinou que seguidores deixassem os próprios filhos morrer de fome, na crença de que assim encontrariam Jesus. Outros 28 líderes da seita também foram condenados por assassinato. Todos negaram ter forçado alguém a morrer.

Em 2023, Mackenzie foi detido depois que mais de 400 cadáveres foram encontrados em sepulturas rasas na mata de Shakahola, situada no litoral do Quênia. Ele também enfrenta acusações de terrorismo, de incitar radicalização e de privar crianças do acesso à educação. Essa é a primeira vez que recebe uma condenação por homicídio.

A juíza afirmou que os fiéis chamavam os sepultamentos de "casamentos" e que os mortos eram tratados como se tivessem se unido a Jesus. Uma testemunha relatou que uma mulher grávida foi impedida de amamentar o recém-nascido, que morreu 12 dias depois.

A doutrina da seita proibia a educação e considerava a medicina moderna "maligna". A sentença de Mackenzie deve ser anunciada no dia 6 de novembro.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade de quem os escreve e não refletem a opinião do Dado Bruto. Use “Denunciar” em qualquer um que viole o bom senso. Ao enviar, você concorda com a política de privacidade: o endereço IP e o horário do envio ficam registrados.

  • Carregando comentários…

Mais em Mundo

Ver todas →