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Economia44 min

Tesouro da Austrália revisa para pior projeções de crescimento e desemprego

Alta do petróleo e dos combustíveis e possível nova elevação de juros aumentam as pressões sobre a economia do país.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: gráfico de barras em alta e pilha de moedas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

Segundo o The Guardian, os técnicos do Tesouro da Austrália estão reduzindo as projeções para a economia do país antes da atualização orçamentária de dezembro. O novo cenário prevê crescimento mais lento e desemprego maior. A revisão foi revelada pelo ministro da Fazenda, Jim Chalmers, na sexta-feira (23).

Na semana anterior, Chalmers havia afirmado que a economia estaria "um pouco melhor" em um ano. A revisão mostra o contrário.

Durante a madrugada, o petróleo de referência global chegou a US$ 113, perto do pico de quase US$ 120 registrado em abril. Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a gasolina subiu 60 centavos por litro para os motoristas australianos.

O New York Times informou que EUA e Israel elaboraram planos para retomar os ataques ao Irã depois das eleições legislativas americanas. Analistas do Westpac descreveram um cenário de escalada em que o petróleo chegaria a US$ 150.

O Banco Central australiano pode elevar os juros pela quinta vez em 3 de novembro. Segundo a matéria, um cenário de petróleo a US$ 150 teria grandes efeitos sobre a inflação e sobre a taxa de juros.

No mercado financeiro, a preocupação com o endividamento de empresas que investem em infraestrutura para inteligência artificial provocou uma nova queda forte em Wall Street durante a madrugada.

Ao site Politico, Chalmers disse que as pressões sobre a população são "muito substanciais" e que o tema "me tira o sono". Ele afirmou que parte dos fatores está fora do controle do governo, como as guerras que elevam a inflação mundial.

O governador do Banco Central australiano, Andrew Hauser, classificou a combinação de inflação alta, crescimento baixo e desemprego crescente como um "pesadelo" para os banqueiros centrais.

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