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Meta cria ações sem voto e Zuckerberg pode usá-las para pagar imposto na Califórnia

Segundo o TechCrunch, a nova classe de papéis pode ajudar o fundador a vender parte de sua participação sem perder o controle da empresa.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: gráfico de barras em alta e pilha de moedas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

A Meta criará uma nova classe de ações sem direito a voto, chamada Classe C, e o fundador Mark Zuckerberg poderá usá-las para pagar um eventual imposto sobre grandes fortunas na Califórnia sem abrir mão do controle da companhia, segundo o TechCrunch.

Na teleconferência de resultados de quarta-feira, a empresa informou que o conselho aprovou os papéis, que começam a valer em janeiro. A Meta afirma que vai usá-los para captar recursos, pagar funcionários e fazer aquisições, incluindo os investimentos em inteligência artificial. A estrutura de votação, que dá a Zuckerberg cerca de 60% dos votos, será mantida.

De acordo com reportagem do New York Times, citada pelo TechCrunch, a medida também tem outro objetivo. A Proposição 40, que será votada na Califórnia, prevê imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de centenas de bilionários que vivem no estado. Os apoiadores estimam arrecadação de até US$ 100 bilhões em cinco anos, a maior parte destinada à saúde.

O jornal relatou ainda que Zuckerberg pressionou o conselho, em setembro, a encontrar uma solução para protegê-lo do tributo. Segundo o New York Times, ele afirmou que colocaria à venda sua propriedade em Palo Alto caso não houvesse acordo. O plano foi formulado pouco depois.

Um documento enviado pela Meta à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) mostra que Zuckerberg discutia o imposto com conselheiros desde julho, em reuniões e comunicações que se estenderam por agosto. O documento prevê que cada acionista receba uma ação da Classe C para cada ação das classes A ou B, em dividendo que equivale a um desdobramento de duas por uma. Pelo texto, Zuckerberg poderá vender ou transferir até 20% das ações da nova classe recebidas, o que representa 10% de sua participação econômica total. A Meta afirma que o dividendo não altera o poder de voto de nenhum acionista.

Ao ser procurada pelo TechCrunch, a empresa citou comunicado de resultados. Nele, o comitê especial afirma que era importante que Zuckerberg continuasse a liderar a companhia a partir da Califórnia, por causa da coordenação com a gestão e da proximidade com a Meta Superintelligence Labs.

Estima-se que Zuckerberg teria de pagar até US$ 11 bilhões caso a proposta seja aprovada. A proposta também provoca forte reação no Vale do Silício. O cofundador do Google Sergey Brin faz campanha contra a medida, e críticos afirmam que ela levaria à fuga de capitais do estado. O deputado democrata Ro Khanna, defensor do imposto, escreveu no X que os bilionários vão ficar e encontrar uma forma de pagá-lo.

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