Grupo de empresários e economistas cobra ajuste fiscal de Lula e Flávio
Carta do Grupo Parlatório propõe Selic a 7,5% ao ano e inflação de 3% até 2027.
O Grupo Parlatório enviou aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) uma carta com compromissos de ajuste fiscal. O documento propõe reduzir a taxa Selic a 7,5% ao ano e a inflação a 3%, com metas para 2027.
Segundo o texto, a queda dos juros dependeria de um superávit primário de ao menos 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. A carta também defende reduzir a dívida pública e pede que a Selic seja reduzida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, com base em avaliação técnica.
Entre as demais propostas, o grupo pede a reforma do Judiciário, com regras para a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Também defende o fim da reeleição para o Executivo, a limitação das emendas parlamentares a 5% da receita discricionária e a redução do número de ministérios.
O grupo é coordenado pelo economista Roberto Giannetti da Fonseca. Participam da iniciativa, entre outros, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e o ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates.
Os textos divergem sobre a composição do grupo. Um deles descreve o conjunto como cerca de 380 pessoas, entre empresários, economistas, executivos e lideranças da sociedade civil. O outro afirma que os signatários são empresários e que representam 40% do PIB.
A carta diz que o grupo se reuniu com Lula e Flávio Bolsonaro e que vai acompanhar o cumprimento das medidas, caso os candidatos assumam o compromisso. Não há manifestação dos candidatos sobre o documento nas fontes consultadas.
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