Polícia prende três suspeitos ligados a corpos encontrados na Grande São Paulo
Sete outros envolvidos ainda não foram localizados, e o secretário diz não haver evidências de que os casos tenham a mesma autoria
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos ligados a homicídios em que 20 corpos foram encontrados entre 5 de setembro e 26 de outubro, na capital e na região metropolitana. Outros sete envolvidos foram identificados, cinco adultos e dois adolescentes, e ainda não foram localizados.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as apurações são feitas caso a caso. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que não há evidências de que os casos tenham sido cometidos pela mesma pessoa e afastou a hipótese de atuação de um serial killer. A Polícia Civil também informou que não encontrou elementos que liguem os crimes ou indiquem autoria comum. O uso de sacos plásticos ou tecidos para envolver os corpos, segundo a corporação, não estabelece relação entre eles.
Uma das prisões ocorreu em 15 de outubro, quando um homem de 39 anos foi detido por uso de documento falso durante a investigação de uma morte ocorrida em 13 de outubro. Ele foi indiciado na terça-feira (27), e a polícia afirma que reuniu provas de sua participação no homicídio. Outro suspeito, de 40 anos, foi preso pela Polícia Militar em flagrante com um revólver de numeração raspada. Ele é investigado por suspeita de participação na morte de um homem de 22 anos, cujo corpo foi encontrado em um terreno da zona oeste. A data da prisão diverge entre as fontes: 23 de outubro, segundo uma, e sábado (24), segundo outra. Uma terceira prisão, de um suspeito de 44 anos, foi informada pela Secretaria, sem detalhes adicionais.
As contagens também divergem de acordo com a origem da informação: enquanto um levantamento aponta 15 mortes na capital, outro registra 13 até o episódio mais recente na cidade. Já na Grande São Paulo, há cinco ocorrências, sendo duas em Itapecerica da Serra, uma em Embu das Artes, uma em São Bernardo do Campo e uma em Diadema.
Sobre as vítimas, a versão também diverge. Uma fonte afirma que as vítimas não apresentavam sinais de violência e que a Polícia Civil não divulgou os laudos periciais. Outra descreve que o corpo do jovem de 22 anos estava amarrado, com marcas de disparos e sinais de tortura. Os locais em que esse corpo foi achado também são descritos de forma diferente pelas fontes.
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