Prefeitura de SP firma acordos com MP para usar Smart Sampa em investigações
Um dos convênios prevê o uso de mais de 50 mil câmeras para localizar agressores sem notificação judicial.
A Prefeitura de São Paulo assinou nesta terça-feira (27) dois acordos com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para usar o sistema de monitoramento Smart Sampa em investigações e prevenção ao crime organizado.
O primeiro acordo, firmado pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), prevê troca de informações e imagens entre a prefeitura e o MPSP. A medida busca apoiar as análises do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ele tem validade de 12 meses, prorrogável.
O segundo acordo prevê o uso de mais de 50 mil câmeras para identificar agressores que ainda não foram notificados sobre medidas protetivas. Pelo planejamento, o sistema emitirá alerta à Guarda Civil Metropolitana (GCM) quando reconhecer uma pessoa cadastrada, e o MPSP disponibilizará um banco de dados sobre essas pessoas. Esse acordo vale por 60 meses.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a rede tem 58 mil câmeras na cidade. Segundo ele, a rede será ampliada. As fontes divergem sobre o tamanho da expansão: a CNN Brasil informa 20 mil equipamentos a mais, e a Folha, 40 mil.
O Smart Sampa também foi alvo de vazamento de informações sigilosas. As duas reportagens confirmam o episódio, mas descrevem o alcance de formas diferentes. Uma fonte fala em informações sobre mais de 58 mil câmeras. A outra relata a exposição de credenciais e dados de agentes de segurança da prefeitura.
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