Família doa órgãos de engenheiro agredido após ato pró-Lula em Santos
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido por um grupo; polícia investiga o caso
A família do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, autorizou a doação de órgãos do jovem, que morreu após ser agredido em Santos, no litoral paulista. A retirada dos órgãos ocorreu nesta terça-feira (27/10).
Segundo o Metrópoles, foram doados quatro órgãos, destinados a pacientes na fila de transplantes. Ao g1, o pai, Marcelo Rodrigues, afirmou que a família não fez restrições, porque o filho sempre quis ajudar as pessoas. "A gente está satisfazendo o desejo dele", disse.
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), na madrugada de sábado (24/10). Conforme o g1, ele se afastou do evento para ir ao banheiro e foi abordado por ao menos sete homens, que gravaram a agressão. Amigos o encontraram desacordado em uma esquina. Ele foi levado à Santa Casa de Santos e depois transferido ao Hospital São Paulo, da Unifesp, onde a morte cerebral foi confirmada no domingo (25/10).
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a equipe do 4º Distrito Policial trabalha para identificar e localizar os agressores. Os investigadores analisam imagens de câmeras e de redes sociais, além de depoimentos de testemunhas. Questionada, a SSP-SP não informou se apura crimes de ódio.
A motivação da agressão ainda não foi esclarecida, segundo o g1. A Esquerdantina, em nota, pediu "a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis" e manifestou repúdio à homofobia.
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