União Progressista declara apoio à reeleição de Alcolumbre no Senado
Federação terá 12 senadores na próxima legislatura, e a eleição para a presidência da Casa ocorre em fevereiro de 2027
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, declarou nesta terça-feira (27) apoio à recondução do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado e do Congresso Nacional. O anúncio foi feito em nota assinada pelos presidentes das legendas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.
A eleição para o comando da Casa será em fevereiro de 2027. Pelas contas das reportagens, a federação terá 12 senadores na próxima legislatura, incluindo o próprio Alcolumbre. Ele precisará de ao menos 41 votos. A votação é secreta, e o apoio partidário não garante que todos os integrantes de uma legenda votem da mesma forma, segundo o Correio Braziliense.
O anúncio ocorre dois dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perder a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A federação havia apoiado Flávio no segundo turno. Segundo a Gazeta do Povo, senadores aliados do ex-candidato se mobilizam para que o PL eleja Rogério Marinho (PL-RN) para suceder Alcolumbre.
Na nota, a federação diz que a continuidade da liderança de Alcolumbre contribui "para a estabilidade institucional e o equilíbrio político". Os partidos afirmam que ele tem capacidade de "promover o diálogo" e de "construir consensos". O texto também cita uma parceria de anos entre as legendas e o senador.
O PL deverá ter a maior bancada do Senado em 2027. As fontes divergem sobre o tamanho: a Correio Braziliense fala em 28 senadores, e o g1 em 29. O partido estuda lançar candidato próprio. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) aparecem entre os nomes cotados.
O Correio Braziliense afirma que a reeleição de Lula fortalece a recondução de Alcolumbre. Segundo o veículo, o senador atuou como aliado da campanha do petista e colocou em pauta temas prioritários do governo. Correio e g1 citam a aprovação, às vésperas do segundo turno, do fim da escala de trabalho 6x1, proposta que tramitou no Senado sob sua condução.
O PT terá a segunda maior bancada da Casa, com nove senadores, segundo o Correio Braziliense.
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