Denúncias de assédio eleitoral no trabalho crescem após o segundo turno
Ministério Público do Trabalho contabiliza entre 2.105 e 2.364 casos no país até terça-feira (27)
O número de denúncias de assédio eleitoral nas relações de trabalho continuou a subir depois do segundo turno. Os números do Ministério Público do Trabalho (MPT) variam entre 2.105 e 2.364 casos até terça-feira (27/10), conforme a fonte.
No Distrito Federal, o MPT-DF registrou 92 denúncias. Outros 15 casos investigados tratam de incentivo à demissão de funcionários por causa de escolhas políticas. Segundo o órgão, parte dos relatos aponta empregadores orientando outras empresas a dispensar trabalhadores que votaram no PT.
A procuradora do Trabalho Geny Helena Marques afirma que o fim da votação não elimina a caracterização do assédio. “O fato de a votação ter terminado não significa que uma pessoa possa ser perseguida ou perder o emprego por sua escolha nas urnas”, diz.
Em Minas Gerais, o MPT-MG contabilizou 223 denúncias até terça-feira, ante 212 até domingo (25/10). Segundo o órgão, os relatos envolvem agentes públicos que recomendaram voto em candidatos e empresas que ofereceram folga condicionada ao resultado da eleição. O órgão expediu 119 recomendações a empregadores durante o período eleitoral e acionou a Justiça do Trabalho em sete casos.
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