Justiça nega pedido do MP para prender de novo o empresário Ivo Kos
Desembargador mantém liberdade com medidas protetivas; mérito do recurso ainda será julgado por câmara criminal.
A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para que o empresário Ivo Kos, 48 anos, acusado de agredir e torturar a ex-esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão, 27, volte à prisão.
A decisão é do desembargador Heitor Donizete de Oliveira, do Tribunal de Justiça, proferida na sexta-feira (23). Ele manteve Kos em liberdade, com medidas protetivas em vigor. O mérito do recurso ainda será julgado pela 14ª Câmara de Direito Criminal.
Kos foi preso em flagrante em agosto, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, após agredir a mulher. Segundo o relato dela à polícia, houve socos ainda no carro e, depois, agressões dentro de casa, com um taco de beisebol e ameaças com arma de choque.
Uma juíza de primeira instância revogou a prisão preventiva de Kos. Ele deixou a Penitenciária de Potim, no interior paulista, no fim de outubro.
O Ministério Público argumentou que a soltura oferece risco concreto à vítima. A Promotoria também ampliou a denúncia para incluir o crime de tortura.
O relator afirmou que uma manifestação da dentista, na qual ela disse não se opor à liberdade do acusado, não representa retratação das acusações. Ele também disse que essa posição não comprova, sozinha, o fim dos riscos.
Em nota, a defesa de Kos afirmou que o recurso do Ministério Público é "desprovido de razão". Segundo os advogados, a soltura se baseou na palavra da própria vítima, e o casal firmou acordo de divórcio, concluído em 15 de outubro. As medidas protetivas, afirmam, estão sendo cumpridas.
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