Comitê da Meta aponta falhas recorrentes no controle de conteúdo eleitoral
Órgão critica bloqueio excessivo de anúncios de Lula e cobra métricas públicas sobre a atuação da empresa nas eleições
O Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente que revisa decisões de moderação da empresa, afirmou nesta terça-feira (20) que as plataformas da companhia apresentam falhas recorrentes na fiscalização de conteúdos eleitorais. A manifestação cita as eleições presidenciais brasileiras, disputadas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
No caso brasileiro, o comitê criticou a aplicação excessiva de políticas antifraude sobre as contas de anúncios de Lula. Para o órgão, a situação deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas.
Segundo o comitê, falhas de moderação em períodos de tensão política aparecem de duas formas: o excesso de regras, que restringe a expressão política, e a aplicação insuficiente, que prejudica a integridade eleitoral. O órgão lembrou que já havia recomendado, após as eleições de 2022, uma estrutura mensurável para avaliar os esforços da Meta. A empresa cita números gerais, como anúncios armazenados e contas removidas, mas não publica indicadores sobre a eficácia de suas medidas.
O comitê também tratou de um caso nos Estados Unidos. Ele questiona por que a remoção de contas do movimento "No Kings" no Instagram, antes das eleições de meio de mandato, não foi detectada pelos sistemas de prevenção da Meta. O órgão também pergunta por que essas contas não foram incluídas no programa de verificação cruzada, que submete decisões a revisão humana adicional.
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