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Engenheiros do MIT e da EPFL criam robô que nada e voa como aves marinhas

Protótipo de menos de 300 gramas usa asas batentes para alternar entre água e ar; pesquisadores cogitam uso em coleta de dados oceânicos

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Laboratório Sirius de luz síncrotron, em Campinas (SP)
Imagem ilustrativa: Laboratório Sirius de luz síncrotron, em Campinas (SP). Foto: Prefeitura Campinas · Public domain · créditos

Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, desenvolveram um robô capaz de mergulhar, nadar e voltar a voar, como gaivotas e papagaios-do-mar. Segundo a MIT Technology Review, o equipamento foi testado em um tanque de água e no Lago Genebra.

O veículo, chamado de "flapping-wing aerial-aquatic vehicle" (FAAV), pesa menos de 300 gramas e tem fuselagem central, duas asas flexíveis e uma cauda motorizada. Um motor elétrico à prova d'água aciona um virabrequim que move as asas para cima e para baixo em frequências predefinidas. As membranas das asas recebem nanopartículas hidrofóbicas, que ajudam a afastar a água.

Os testes buscaram combinações de tamanho de asa, frequência de batida e ângulo da cauda que permitissem a transição suave entre nadar e voar. Segundo a equipe, liderada por Raphael Zufferey, professor-assistente de engenharia mecânica do MIT, as melhores asas eram de tamanho médio, flexíveis o bastante para reduzir a amplitude do bater na água e rígidas o suficiente para manter o robô no ar.

A decolagem da água exigiu inclinação de 70 graus. Diferentemente de aves que impulsionam a superfície com as patas, o robô não precisou de pés.

Zufferey afirma que a ideia é lançar o equipamento de barcos ou da costa para sobrevoar áreas de interesse, como icebergs, instalações portuárias ou grupos de baleias, mergulhar para medir ou coletar amostras e voltar para entregar os dados. Segundo ele, o método custaria uma fração das técnicas tradicionais.

A equipe pretende projetar asas que também consigam girar, além de bater, e testar o desempenho em condições turbulentas, como ondas agitadas e vento forte. O objetivo é usar o veículo em pesquisas de ciência oceânica.

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