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Mundo19h29

Bloomberg doa US$ 80 milhões a democratas para eleições legislativas dos EUA

Trump anunciou US$ 400 milhões para candidatos republicanos, dos quais US$ 300 milhões já foram desembolsados.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

O bilionário Michael Bloomberg destinou US$ 80 milhões a candidatos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, segundo o The Guardian, que cita reportagem do New York Times publicada na terça-feira (20). As doações foram feitas em setembro e outubro.

O assessor político de Bloomberg, Howard Wolfson, disse ao New York Times que a meta é garantir uma maioria democrata na Câmara dos Representantes maior que os 218 assentos necessários. Hoje a Câmara é controlada pelos republicanos, com margem historicamente pequena. "A diferença entre 221 e 230, em termos de maioria na Câmara, realmente importa", afirmou Wolfson.

Entre as contribuições deste ano estão US$ 24 milhões para a Everytown for Gun Safety, grupo que Bloomberg ajudou a fundar e que apoia candidatos democratas à Câmara, e US$ 16 milhões para o House Majority PAC, ligado ao líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries. Bloomberg também doou US$ 2,5 milhões a um super PAC que apoia James Talarico, candidato democrata ao Senado pelo Texas.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump anunciou que pretende gastar US$ 400 milhões para ajudar candidatos republicanos, dos quais US$ 300 milhões já foram desembolsados. Segundo a reportagem, o aliado de Trump Elon Musk já gastou US$ 366 milhões em grupos e campanhas conservadoras.

Os democratas acreditam ter chances de retomar a Câmara e precisam de quatro cadeiras para reconquistar o controle do Senado, embora analistas considerem que o resultado pode ir para qualquer lado. O controle de uma das casas permitiria ao partido bloquear a agenda legislativa de Trump e investigar o governo com mais eficácia. Com maioria no Senado, os democratas também poderiam rejeitar indicados ao Supremo Tribunal e a outros cargos federais.

Ao ser questionado sobre o efeito esperado dos recursos, Wolfson disse que Bloomberg "acredita que recursos importam em campanhas" e que o bilionário "espera um resultado".

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