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Dado BrutoDado Bruto
Mundo13h41

Papa Leão XIV é operado e tem adenocarcinoma pulmonar confirmado

Vaticano diz que a cirurgia retirou o lobo inferior do pulmão direito; tumor foi identificado em exame de rotina

Por Redação Dado Bruto · 14 out. 2026, 13h41 Fontes

O papa Leão XIV foi submetido nesta terça-feira (13) a uma cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito. O Vaticano afirma que o exame feito durante a operação confirmou adenocarcinoma pulmonar, um tipo comum de câncer de pulmão.

Segundo o comunicado da Santa Sé, a operação durou cerca de uma hora e meia. A análise de uma amostra de tecido, feita durante a cirurgia, confirmou a suspeita levantada pelos exames pré-operatórios. O lobo removido corresponde à região afetada pelo tumor, conforme o boletim médico.

O Vaticano informou que o tumor foi identificado durante um exame de rotina. Segundo a CartaCapital, o papa afirmou que o tumor foi “detectado em estágio muito inicial” e que o crescimento estava “bem delimitado”.

Até a publicação, o estágio clínico da doença não havia sido divulgado. O Vaticano afirmou que os médicos não discutem, por enquanto, quimioterapia ou outros tratamentos, e que aguardam resultados de exames complementares.

O adenocarcinoma se forma nas células que revestem os alvéolos pulmonares e costuma se desenvolver nas regiões periféricas do órgão, longe dos brônquios grandes. Ele é um subtipo do câncer de pulmão de não pequenas células.

Nos estágios iniciais, a doença frequentemente não causa sintomas. Por isso, muitos casos são descobertos em exames feitos por outros motivos, segundo os médicos citados pelas reportagens. Entre os sinais de alerta estão tosse persistente, tosse com sangue, dor no peito, falta de ar e perda de peso sem causa conhecida.

A lobectomia, cirurgia de retirada de um lobo inteiro do pulmão, é a operação padrão quando o tumor está limitado a um lobo, segundo a CartaCapital e o Correio Braziliense. O pulmão direito tem três lobos: superior, médio e inferior.

O prognóstico depende do estágio da doença e de eventual disseminação para outras regiões. A CNN Brasil cita taxa de sobrevida relativa em cinco anos de 56% para casos diagnosticados em estágio inicial. A CartaCapital, com dados da Associação Americana do Pulmão, cita entre 63% e 67% para o adenocarcinoma localizado.

Conforme os médicos ouvidos pelas reportagens, o tratamento complementar pode incluir quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A escolha depende do tamanho do tumor retirado, do grau de agressividade e de eventual disseminação.

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