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Dado BrutoDado Bruto
Mundo19h28

Bukele diz avaliar soltura antecipada de metade dos presos ligados a gangues

Presidente de El Salvador afirma que os beneficiados seguiriam culpados e sob monitoramento, sem prazo nem critérios definidos

Por Redação Dado Bruto · 14 out. 2026, 19h28 Fontes

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou nesta terça-feira (13) que seu governo avalia libertar de forma antecipada e condicional cerca de metade dos presos ligados a gangues. Segundo ele, os beneficiados seriam considerados culpados, mas poderiam sair sob monitoramento.

Bukele disse que a medida poderia alcançar detidos que colaboraram com as facções, como os que avisaram a polícia sobre a chegada de agentes. Ele defendeu que se avalie o grau de colaboração de cada um. Não informou quando as libertações começariam nem quais critérios definiriam os beneficiados.

O regime de exceção, em vigor há quatro anos, levou à prisão de números que variam entre 91 mil e 93 mil pessoas, conforme a fonte. A Folha fala em quase 93 mil. O InfoMoney cita mais de 91 mil, segundo o vice-presidente Félix Ulloa.

A organização Socorro Jurídico Humanitário afirma que pelo menos 30 mil detidos são inocentes e que mais de 500 morreram sob custódia do Estado. Segundo a Folha, ONGs e um grupo de especialistas da ONU afirmam que o regime resultou em crimes contra a humanidade. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) apontou, em relatório, que esses crimes podem estar sendo cometidos.

Bukele afirmou que não pretende manter na prisão pessoas que não sejam culpadas. Ao comentar a medida, chamou-a de « quimioterapia contra o câncer das gangues ». Segundo o InfoMoney, ele reconhece que gostaria de suspender o plano em algum momento, mas não há política de transição prevista.

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