Vacina da Moderna e da Merck reduz em 42% risco de morte ou recidiva de melanoma
Dados completos de estudo de fase 3 com mais de 1.100 pacientes serão apresentados neste sábado em Madri.
A Moderna e a Merck informaram nesta quinta-feira (22) que a vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro, aplicada junto com o imunoterápico Keytruda, reduziu em 42% o risco de morte ou recidiva de melanoma em um estudo de fase 3 com mais de 1.100 pacientes.
Segundo as companhias, a combinação também diminuiu em 38% a chance de a doença se espalhar. Após dois anos, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina seguiam livres do câncer, contra 70% dos que tomaram somente o Keytruda. Os dados completos serão apresentados neste sábado (24), no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, em Madri.
As ações da Moderna quase quadruplicaram de valor desde agosto, quando as empresas anunciaram o sucesso do estudo sem divulgar os números. Os papéis caíram mais de 17% nesta quinta, depois que os resultados vazaram em um site especializado em oncologia. Os papéis da Merck recuaram cerca de 1,8%.
A vacina, chamada intismeran autogene, é personalizada. Ela leva as células do paciente a produzir cópias de mutações específicas do tumor, para que o sistema imunológico as reconheça e destrua. O Keytruda atua retirando um bloqueio que as células cancerígenas usam para escapar da defesa do organismo.
O CEO da Moderna, Stephane Bancel, afirmou que as empresas preparam pedido de aprovação nos Estados Unidos e pretendem lançar o produto em 2027. A combinação também é testada em cânceres de rim, bexiga e pulmão. Analistas avaliam que os dados podem gerar dúvidas entre investidores sobre o alcance da tecnologia em outros tipos de câncer.
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