Estudo projeta 26,7 mil mortes por calor no Brasil durante El Niño
Projeção do Climate Impact Lab abrange junho de 2026 a março de 2027; pico do fenômeno é esperado para dezembro
O Brasil pode registrar 26,7 mil mortes adicionais relacionadas ao calor entre junho de 2026 e março de 2027, durante o El Niño, aponta estudo do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago.
Desse total, 19,5 mil mortes estão previstas para os seis meses seguintes ao levantamento, de outubro a março. No mundo, a estimativa soma 857,4 mil óbitos adicionais no mesmo intervalo.
Os valores são estimativas estatísticas, calculadas em relação a um período de referência. Não são mortes confirmadas, e o estudo não atribui individualmente cada óbito ao fenômeno.
A projeção foi revisada para cima desde o relatório de setembro. Segundo o grupo, agosto foi o mais quente já registrado para o mês, e setembro, o segundo mais quente. O pico do El Niño está previsto para dezembro.
O El Niño altera a circulação atmosférica e a distribuição de chuvas e temperaturas. Os efeitos variam conforme a região do país, e nem todas as áreas devem sofrer, necessariamente, eventos extremos.
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