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El Niño intensifica queimadas na Amazônia e na Indonésia; escolas fecham em Manaus

Mianmar alerta para cortes de energia, e o Copernicus registra recorde de temperatura no Pacífico

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 10h33 Fontes

Manaus fechou as escolas públicas desde sexta-feira (9) por causa da fumaça de centenas de incêndios florestais. No mesmo período, países do sudeste asiático e Mianmar enfrentam efeitos associados ao El Niño, fenômeno climático que aquece as águas do Pacífico equatorial.

O Amazonas registrou 3.726 incêndios em setembro, mais de quatro vezes o total de setembro de 2025.

Na Indonésia, florestas e plantações arderam por meses nas ilhas de Bornéu e Sumatra, e a fumaça atinge todo o sudeste asiático. A Malásia fechou escolas em algumas áreas, incluindo Kuala Lumpur. Singapura reduziu o custo do atendimento a doenças respiratórias ligadas à fumaça. Milhares de pessoas adoeceram, e defensores ambientais resgatam orangotangos presos pelo fogo.

Em Mianmar, as autoridades avisaram sobre possíveis cortes de energia, pressionada pelo calor incomum para a época. Nas Filipinas, a ministra de Energia, Sharon Garin, afirmou que o governo se prepara para mais demanda e possível queda na geração hidrelétrica.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, disse estar muito preocupada com a segurança alimentar. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento alertou, no domingo (11), que dívidas mais caras, energia mais cara e o El Niño podem levar dezenas ou centenas de milhões de pessoas de volta à pobreza.

A Organização Meteorológica Mundial disse, na quinta-feira (8), que o El Niño deve seguir se intensificando até o pico, em dezembro. O Copernicus, serviço climático da União Europeia, informou que a temperatura da superfície do mar no Pacífico atingiu em setembro o nível mais alto já registrado, de 29,7°C. Uma agência climática dos Estados Unidos estima 100% de chance de o fenômeno chegar ao patamar muito forte a partir de novembro. Meteorologistas usam escalas diferentes para classificar o El Niño, o que dificulta comparações.

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