Papa Leão XIV passa noite tranquila após cirurgia para retirar câncer de pulmão
Vaticano diz que o pontífice tomou café da manhã, anda pelo quarto e segue em recuperação no hospital Gemelli, em Roma.
O papa Leão XIV teve noite tranquila no hospital Gemelli, em Roma, e tomou café da manhã, informou o Vaticano nesta quinta-feira (15). Ele se recupera de cirurgia feita na terça-feira (13) para retirar o lobo inferior do pulmão direito.
Em boletim médico, o Vaticano afirmou que a evolução pós-operatória está dentro do esperado. Exames de sangue e radiografia do tórax feitos na quarta-feira (14) mostraram recuperação normal, segundo os médicos. A Santa Sé descreveu a recuperação como em progresso conforme o previsto.
Segundo o boletim, Leão XIV, de 71 anos, já começou a andar pelo quarto, faz fisioterapia respiratória e voltou a se alimentar normalmente. Uma fonte do Vaticano disse que o papa celebrou uma missa na quarta-feira em uma sala do 10º andar do hospital.
A operação foi concluída sem complicações. Segundo G1, Correio Braziliense e CNN Brasil, a cirurgia durou cerca de 90 minutos. A CNN Brasil informou que o papa permaneceu cerca de três horas na sala de cirurgia.
Os médicos identificaram adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer de pulmão, segundo Metrópoles, Folha de S.Paulo e CNN Brasil. Exames pós-operatórios e a análise do material retirado devem ser feitos nos próximos dias. Esses resultados vão indicar o estágio da doença.
O Vaticano havia previsto que o papa ficaria internado por cerca de uma semana. Até a publicação, não houve anúncio sobre a possibilidade de permanência maior. As audiências do pontífice estão canceladas até 20 de outubro.
A viagem que Leão XIV havia programado para novembro ao Uruguai, à Argentina e ao Peru passou a ter incertezas, segundo o G1. Antes da cirurgia, a Sala de Imprensa da Santa Sé havia confirmado o roteiro.
Reportagem da agência AP, publicada pelo G1 e pelo Correio Braziliense, trata da sucessão na Igreja Católica durante a recuperação do papa. Segundo o texto, o direito canônico prevê regras para a sucessão em caso de morte ou renúncia, mas não define como agir se o papa estiver vivo e incapacitado de governar.
Nessas situações, a administração da Igreja fica com a Cúria Romana. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, exerce papel central nesse arranjo, de acordo com a mesma reportagem. O Cânone 335 menciona a Santa Sé como "vacante ou totalmente impedida", sem definir o termo.