Trump recua e diz que execução de ex-militar nos EUA não será transmitida ao vivo
Nidal Hasan será fuzilado como previsto, segundo o presidente; vice-presidente J.D. Vance afirmou que não assistiria ao ato.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército americano condenado pelo ataque na base de Fort Hood, no Texas. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira (15) em publicação na rede social Truth Social.
Na mesma mensagem, Trump afirmou que Hasan morrerá na data prevista, por fuzilamento, mas que o ato não será exibido online. Antes, ele havia dito que aprovava a transmissão. O vice-presidente J.D. Vance chegou a colocar em dúvida que a exibição ocorreria e disse que não assistiria à execução.
Segundo o texto publicado por Trump, a transmissão poderia ter efeito de dissuasão, ao mostrar ao mundo como os Estados Unidos tratam terroristas. Ele também escreveu que "muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer". Trump chamou Hasan de "escória".
A decisão veio após crescente críticas à exibição pública. Reportagens citam reações de autoridades de outros países, e a ONU chegou a pedir que o governo americano recuasse. Os veículos consultados não detalham o teor desse pedido.
Hasan foi condenado à pena de morte pelo ataque de 2009 na base militar de Fort Hood, no Texas, em que matou 13 soldados americanos desarmados e feriu outras 32 pessoas. A BBC informa que a execução seria a primeira militar em mais de 60 anos. O G1 fala em primeira execução pública em 90 anos. As duas fontes tratam do mesmo caso, mas divergem sobre o intervalo.
Trump afirmou que a execução continua prevista e será feita por fuzilamento. Até a publicação desta matéria, não há registro de nova data oficial divulgada além das citadas pelos veículos.