Polícia investiga assessor de Jair Renan por agressão a primo em SC
Vítima teve fraturas em um dos braços; Justiça concedeu medidas protetivas contra três pessoas na terça-feira (27).
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o assessor do vereador Jair Renan Bolsonaro, Gustavo Schiphorst, suspeito de agredir o primo Marcelo Ribeiro Delgado Júnior na noite de domingo (25), após a divulgação do resultado da eleição presidencial.
A Justiça concedeu, na terça-feira (27), medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha contra Camila Braun Schiphorst, Michel Schiphorst e Lucas Ferreira Amorim. Eles devem manter distância mínima de 200 metros da família da vítima. A Polícia Civil registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e instaurou inquérito na 7ª Delegacia de Polícia da Capital.
Segundo o relato da mulher de Marcelo à polícia, garrafas de vidro foram arremessadas contra a casa do casal, onde estava o filho de um ano, que quase foi atingido. Marcelo foi até a casa dos vizinhos para pedir que o arremesso parasse. Ele diz que foi agredido por Camila, Michel e Lucas. A mulher afirma que também foi agredida ao tentar defendê-lo.
A família mora em casas vizinhas, em um terreno compartilhado. As fontes divergem sobre a cidade: a Folha e o Metrópoles citam Florianópolis, e o Correio Braziliense, Balneário Camboriú. A ocorrência não é clara quanto ao bairro, que aparece como Vargem Grande ou Vargem Pequena.
Marcelo foi atingido na cabeça por uma garrafa de vidro, e a Folha informa que ele sofreu três fraturas em um dos braços. Segundo a Folha, a família teme que os ferimentos afetem a capacidade de trabalho dele.
O vereador Leonel Camasão (PSOL) divulgou a denúncia nas redes sociais e afirmou que Gustavo e outras três pessoas participaram das agressões. Segundo o Metrópoles, a motivação seria o posicionamento político de Marcelo, eleitor de Lula. O Correio Braziliense, por sua vez, informa que a ocorrência cita motivações políticas, mas não diz se houve comemoração ou provocação pelo resultado.
Gustavo se manifestou nas redes sociais. Segundo o Correio Braziliense, ele afirmou que os fatos foram divulgados de forma unilateral e que atribuir responsabilidade a ele é prematuro. Ele também disse que a divulgação compromete sua segurança e a de sua família.
Em nota, Jair Renan afirmou que questionou o assessor após tomar conhecimento do caso pela imprensa e que ouviu dele tratar-se de conflito familiar. O vereador disse discordar de qualquer forma de violência e afirmou que aguardará a apuração das autoridades antes de tomar providências. Questionada sobre um eventual afastamento de Gustavo, a assessoria do vereador respondeu que aguarda a apuração dos fatos.
Desde 16 de julho, Gustavo Schiphorst exerce função comissionada na equipe do vereador, lotada na Câmara Municipal de Balneário Camboriú. Segundo o Portal da Transparência, ele recebeu R$ 4.441,96 líquidos em setembro.
Gustavo também cursa Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A reportagem da Folha informa que o centro acadêmico responsável pelo curso encaminhará o caso às instâncias competentes da universidade.
Receba as análises do Dado Bruto
Análises sobre eleição, política e economia, direto no seu e-mail.
Comentários
- Carregando comentários…