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Flipkart, do Walmart, testa serviço de delivery de comida na Índia

Empresa já amplia teste interno a mais de 8 mil funcionários e prepara lançamento público para outubro, segundo a TechCrunch

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

A Flipkart, plataforma de e-commerce indiana controlada pelo Walmart, prepara a entrada no mercado de entrega de comida da Índia, dominado por Zomato e Swiggy. Segundo a TechCrunch, a empresa testa o serviço internamente, com cerca de 8 mil funcionários, e já tem frota própria de entregadores.

O serviço aparece como uma aba separada no aplicativo principal da Flipkart, ao lado do Minutes, de compras rápidas, e de reservas de viagens. Os restaurantes vêm da rede ONDC, mantida pelo governo, e de acordos diretos com a própria Flipkart. Os entregadores, da subsidiária de logística Ekart, usam uniformes com a marca "Eat-in by Minutes" nas ruas de Bengaluru, sede da empresa.

Segundo a consultoria Bernstein, o mercado de entrega de comida cresce entre 18% e 20% ao ano na Índia. Zomato e Swiggy atendem, juntas, entre 85 milhões e 95 milhões de clientes pagantes por ano. Já o delivery online responde por pouco mais de 15% do setor de serviços de alimentação do país.

Outras empresas também tentam entrar no segmento. A Rapido expande o Ownly, que não cobra comissão dos restaurantes, e a Swiggy lançou o Toing, aplicativo voltado a refeições mais baratas. Amazon e Google já tentaram operar no setor e desistiram, e a Uber deixou o mercado em 2020, vendendo sua operação à Zomato.

Ao citar a Flipkart, o presidente da National Restaurant Association of India, Sagar Daryani, disse que a empresa propôs comissão básica de cerca de 10%, contra 20% a 25% cobrados por Zomato e Swiggy. Ele afirmou ainda que o custo total para o restaurante, incluindo publicidade e descontos, pode chegar a 40% a 50% do valor do pedido nas plataformas atuais, e estimou que a Flipkart o reduza para 15% a 16%.

Para os clientes, a economia seria pequena. O Bernstein calcula que novos entrantes poderiam reduzir o preço em 20 a 30 centavos de dólar por pedido, o equivalente a ₹20 a ₹30, o que pode não bastar para atrair consumidores. Zomato e Swiggy também podem oferecer descontos maiores para mantê-los.

De acordo com Daryani, a Flipkart informou aos restaurantes que pretende lançar o serviço ao público até o fim de outubro e chegar a cinco ou seis cidades até o fim do ano. A empresa não respondeu a pedidos de comentário da TechCrunch. O IPO da companhia segue sem data definida, segundo o presidente-executivo Kalyan Krishnamurthy, que não informou um calendário.

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