Startup de companheiro de IA Tolan capta US$ 30 milhões em nova rodada
Empresa diz ter mais de 250 mil usuários ativos e receita recorrente anual na faixa de dezenas de milhões de dólares
A startup Tolan, que desenvolve um companheiro de inteligência artificial para ajudar pessoas a organizar o dia a dia, lidar com relacionamentos e emoções e cumprir objetivos, recebeu mais US$ 30 milhões em capital, segundo a TechCrunch. A rodada teve participação de Union Square Ventures, Khosla Ventures e Homebrew.
Com o novo aporte, o total captado pela empresa dobrou. A startup não divulgou seu novo valuation. A consultoria PitchBook estima o valor em mais de US$ 268 milhões, com grau de confiança médio. O valuation anterior era de US$ 120 milhões, segundo a reportagem.
A Tolan oferece o serviço por meio de um aplicativo em que o usuário interage com um personagem de desenho animado. A receita vem de assinaturas em níveis diferentes, necessárias para acessar todos os recursos. Segundo a empresa, a receita recorrente anual está agora na casa das dezenas de milhões de dólares, no termo usado pela própria companhia, "double-digit millions".
De acordo com a empresa, o aplicativo tem mais de 250 mil usuários ativos, que tiveram mais de 70 milhões de conversas no último ano. Cerca de 70% são mulheres e 40% são pais. Segundo a reportagem, o app atrai especialmente pessoas neurodivergentes, embora esse dado não tenha sido quantificado.
A matéria afirma que a Tolan conseguiu um equilíbrio entre ser útil e não parecer estranha, em comparação com outros companheiros de IA. O dispositivo em formato de pingente Friend, por exemplo, recebeu críticas públicas de usuários e de veículos como The New York Times e Wired.
Outro nome que chegou a ser destaque no setor, o Character.ai, pediu falência recentemente, após o retorno de seus fundadores ao Google. Parte da equipe restante passou para a Disney, que comprou alguns de seus ativos.
A reportagem diz que a Tolan pode enfrentar mais concorrência de agentes de IA mais recentes, que ajudam a planejar e executar tarefas e não apenas a conversar. A Meta, por exemplo, lançou o agente Muse com um avatar para interação com usuários e planeja lançá-lo também como produto de hardware.
Por fim, a matéria cita que a empresa enfrenta riscos ligados ao apoio emocional por IA. Há múltiplas ações judiciais contra desenvolvedores de aplicativos de IA de uso geral que alegam que interações com chatbots contribuíram para suicídios de usuários.
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