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Blackwall capta US$ 100 milhões e chega a valuation de US$ 2,2 bilhões

Startup estoniana vende ferramentas de segurança para provedores de hospedagem contra tráfego de robôs e agentes de IA

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Colheitadeira em lavoura de soja em Rondonópolis (MT)
Imagem ilustrativa: Colheitadeira em lavoura de soja em Rondonópolis (MT). Foto: Roosevelt Pinheiro/ABr · CC BY 3.0 br · créditos

A Blackwall, empresa com sede na Estônia que desenvolve ferramentas de segurança de tráfego web para provedores de hospedagem, anunciou que captou US$ 100 milhões em uma rodada de Série C avaliada em US$ 2,2 bilhões, segundo o TechCrunch. A informação foi divulgada na terça-feira (20).

A rodada foi liderada pela AVP e teve a participação de investidores já existentes: Dawn Capital, MMC Ventures e Tera Ventures. Em entrevista ao TechCrunch, o presidente executivo do conselho, Roi Carthy, afirmou que a avaliação da empresa quadruplicou desde a captação anterior, feita em 2025.

O produto da companhia ajuda sites a lidar com o crescimento do volume de tráfego automatizado, sobretudo de agentes de inteligência artificial. Empresas de infraestrutura web, como Cloudflare, Akamai e Imperva, atuam no mesmo campo, que inclui ataques DDoS, raspagem indiscriminada de dados, redes de bots e requisições maliciosas.

A Blackwall não vende sua plataforma diretamente aos sites. Ela trabalha com provedores de hospedagem, serviços gerenciados e de nuvem, que podem oferecer as ferramentas aos próprios clientes com sua marca e manter o relacionamento comercial. Segundo o cofundador e CEO Nikita Rozenberg, os provedores definem os preços e dividem a receita com a empresa. A camada gratuita mostra o tráfego e as ameaças, e a cobrança incide sobre proteção e ferramentas.

Entre os serviços estão inteligência de ameaças, gestão de certificados, proteção contra DDoS e roteamento de tráfego. A empresa também separa visitantes reais e agentes de IA legítimos de bots maliciosos. Para isso, usa impressão digital do software que envia a requisição, como Microsoft Office ou Codex, e modelos próprios de IA que analisam a intenção e o comportamento das requisições.

Rozenberg avalia que surgirá uma grande oportunidade quando agentes de IA passarem a interagir e fazer transações com sites em nome de usuários. Nesse cenário, será necessário gerenciar quais agentes têm acesso, em que condições e como são autorizados a realizar pagamentos. A Cloudflare oferece o AI Crawl Control, que permite liberar ou bloquear rastreadores de IA e também cobrar pelo acesso. Segundo Rozenberg, a diferença da Blackwall é permitir que os próprios provedores ofereçam esses serviços.

A empresa pretende usar os recursos para expandir operações na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio, e para desenvolver mais ferramentas de segurança para provedores de hospedagem, nuvem e serviços gerenciados.

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