Wilson Grassi condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a cinco propostas de proteção animal
Veterinário teve 16.881 votos no primeiro turno e afirma que rejeitar Lula não equivale a apoiar automaticamente o senador.
O veterinário Wilson Grassi (Democrata), que disputou a Presidência no primeiro turno, anunciou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O apoio está condicionado à adesão pública de Flávio a cinco propostas de proteção animal.
Grassi afirma que não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cita a opinião da mãe, que, segundo ele, apoia Flávio. O veterinário diz que rejeitar Lula não significa apoio automático ao senador. Para ele, o programa de governo de Flávio não trata da causa animal.
Em carta endereçada ao senador, Grassi propõe cinco eixos. O primeiro é uma política nacional de proteção a animais domésticos e silvestres. O segundo é uma carreira regulamentada para protetores comunitários. O terceiro é o apoio federal à implantação de hospitais veterinários públicos nos municípios.
Os dois últimos eixos tratam de controle populacional e de fauna. Um deles prevê castração gratuita integrada, para reduzir o abandono. O outro inclui combate à caça e ao tráfico, passagens de fauna em rodovias e financiamento de pesquisas com carne cultivada e proteínas vegetais.
Segundo o ex-candidato, a adesão às propostas poderia mobilizar veterinários, profissionais de saúde e protetores de animais em apoio a Flávio no segundo turno. Ele afirma que o apoio depende de um pronunciamento do senador sobre os compromissos. Caso isso não ocorra, diz que não votará nele.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Grassi obteve 16.881 votos. Os percentuais sobre os votos válidos variam entre 0,01% e 0,1%, conforme a fonte. As reportagens também divergem sobre o envio da carta: uma informa que ela será enviada, e outra, que já foi encaminhada.