Campanhas de Lula e Flávio não fecham acordo sobre canais de WhatsApp no TSE
Nova reunião está marcada para quinta-feira (15); sem consenso, o plenário do tribunal decide.
Os advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (14), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre as regras para canais de apoiadores no WhatsApp durante o segundo turno.
Sem consenso, o plenário do TSE definirá os critérios. Nova reunião entre as equipes está prevista para quinta-feira (15).
O ponto central é identificar quando um canal criado por apoiador passa a ser responsabilidade da campanha, o que obriga o registro na Justiça Eleitoral. Segundo interlocutores, há consenso sobre a necessidade de informar os canais ligados às candidaturas. A divergência está nos parâmetros que caracterizam esse vínculo.
A discussão começou após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspender o canal Exército do Lula, com mais de 4 milhões de inscritos e coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A suspensão atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A legislação exige registro de canais administrados pelas campanhas, mas não de canais de terceiros.
Além do tema dos canais, as equipes discutiram pedidos conjuntos às plataformas digitais, como medidas contra impulsionamentos considerados irregulares e tratamento igualitário dos candidatos em algoritmos e ferramentas de inteligência artificial. Também debateram a retirada de representações apresentadas na pré-campanha e no primeiro turno, por já terem perdido objeto.
Os advogados pretendem levar o tema às coordenações das campanhas ainda nesta quarta-feira e tentar definir parâmetros até quinta.