PF vai investigar agressão contra vereadora do PT em Montes Claros (MG)
Iara Pimentel foi atingida no rosto durante carreata de apoio a Lula; diretor da PF diz que caso é o mais grave do segundo turno
A Polícia Federal vai investigar a agressão contra a vereadora Iara Pimentel (PT), atingida no rosto durante uma carreata em Montes Claros (MG), na noite de sábado (24).
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (25), em coletiva de imprensa, que a vereadora compareceu à delegacia da corporação na cidade e relatou o episódio. Segundo ele, há imagens do ataque. Rodrigues classificou o caso como o mais grave entre as ocorrências registradas no segundo turno das eleições gerais.
Rodrigues disse que o superintendente da PF em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, confirmou que o inquérito será instaurado ao longo do dia, depois de cumpridas as etapas internas. Parte da cobertura, no entanto, afirma que a investigação já foi aberta. As versões divergem sobre esse ponto.
Segundo informou a assessoria de Iara, o carro de som no qual ela estava foi alvo de arremessos de pedras, tijolos e garrafas de vidro. Imagens divulgadas nas redes sociais registram objetos atirados contra o veículo e contra integrantes da manifestação. Alguns dos presentes vestiam camisetas ligadas a demonstrações de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A carreata tinha como objetivo defender a candidatura de Lula.
Atingida no rosto, Iara foi atendida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada a um hospital. Lá, passou por exames e foi medicada. A Santa Casa informou que ela recebeu alta após algumas horas de observação.
Os veículos divergem sobre o local do episódio. Um deles cita a Avenida Sanitária. Outro informa que a ocorrência aconteceu na avenida Deputado Esteves Rodrigues, nome usado pela Polícia Civil em nota.
Por meio de comunicado, a equipe da vereadora qualificou o caso como um risco à democracia e declarou que diferenças de posicionamento político não servem de justificativa para agressões. A nota também demonstrou apoio às demais pessoas que se machucaram. Nas redes sociais, Iara afirmou: "Não podemos normalizar nem tolerar esses ataques". Além disso, ela pediu uma apuração minuciosa e que os responsáveis sejam punidos.
Até as 19h de domingo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública havia registrado 618 ocorrências relacionadas às eleições em todo o país, segundo balanço preliminar. Ao menos 57 pessoas foram presas em flagrante e 152 foram conduzidas. Minas Gerais liderou o número de ocorrências, com 91 casos.
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