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Imprensa estrangeira repercute prorrogação da votação e confusão no 2º turno

Jornais da Espanha, de Portugal, da França e dos Estados Unidos relatam seções já fechadas quando a decisão chegou

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas a votação do segundo turno, até as 19h deste domingo (25), foi repercutida pela imprensa estrangeira. Veículos de cinco países relataram confusão em locais onde as urnas já haviam sido fechadas.

Segundo o jornal espanhol El País, a medida “semeou o caos” em alguns locais de votação de São Paulo. O Observador, de Portugal, relatou que mesários já tinham encerrado a votação e emitido os boletins de urna quando receberam a determinação. Em Florianópolis, funcionários souberam da mudança pela imprensa.

O motivo apontado para a prorrogação foi a dificuldade de deslocamento. Segundo o The New York Times, citado pela Gazeta do Povo, problemas climáticos e de transporte justificaram a ampliação. O Financial Times, de acordo com a Folha, afirmou que a medida veio após reclamações sobre falhas no transporte público.

O Le Monde, da França, descreveu a ordem como causa de “grande confusão”. Para o jornal, parte das urnas já estava fechada e a apuração já havia começado quando a determinação chegou às seções. O diário também informou que a extensão ficou restrita aos locais que ainda estavam abertos.

A contagem dos votos já estava em andamento quando a prorrogação foi anunciada, segundo o Clarín, da Argentina, e o Financial Times. A pausa na apuração acrescentou incerteza à disputa, na avaliação da agência Reuters.

A imprensa estrangeira registrou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. As manchetes foram reunidas pela Folha, que citou os jornais em suas reproduções. Os percentuais divulgados pelos veículos não coincidem. O Le Monde informou 51,76% dos votos para Lula. O Corriere della Sera, da Itália, informou 51,74%.

As matérias analisadas não trazem dado oficial de apuração que permita confirmar qual percentual está correto. Os números apresentados pelos veículos estrangeiros foram publicados antes do fechamento da apuração oficial.

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