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PF investiga falta de ônibus que dificultou voto em cinco estados

Inquérito foi aberto em Sergipe; casos em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia seguem em apuração.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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A Polícia Federal abriu inquérito para apurar possíveis crimes eleitorais ligados à redução de ônibus durante o segundo turno, realizado neste domingo (25/10). Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, a apuração foi instaurada em Sergipe, e outros procedimentos tratam de ocorrências em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia.

As suspeitas envolvem o embaraço ao exercício do voto e a ocultação de meios de transporte para impedir que eleitores chegassem às seções de votação. Cali afirmou, em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília, que a PF já ouve pessoas envolvidas no fornecimento de transporte público. “Temos um inquérito policial também instaurado e a polícia está realizando oitivas”, disse.

Além da PF, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou que a situação será investigada pela PF e pelas polícias estaduais. Segundo ele, a apuração deve identificar responsáveis e encaminhá-los ao Poder Judiciário, caso haja indícios de que ônibus deixaram de circular.

Relatos de filas, demora e redução da oferta de transporte coletivo surgiram durante a votação. Em São Paulo, Bahia e Sergipe, a Justiça Eleitoral determinou a recomposição de frotas em cidades com problemas. Na Bahia, a coligação do presidente Lula (PT) pediu a ampliação do horário de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

No fim da tarde deste domingo, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do encerramento da votação das 17h para as 19h em todo o país.

Informações de inteligência do Ministério da Justiça e relatórios de tribunais apontaram falta de ônibus também em outros locais. Até a publicação desta matéria, as fontes consultadas não informaram quem são os responsáveis pelas ocorrências nem se houve manifestação de empresas ou gestores públicos sobre os casos investigados.

A PF não divulgou prazo para conclusão das investigações. Os casos fora de Sergipe, segundo o diretor, seguem em apuração.

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