Pesquisa aponta 18 mulheres jovens eleitas para o Legislativo em 2026
Levantamento do Instituto Democracia em Xeque mostra que candidatas de direita e de esquerda usaram estratégias digitais diferentes.
Um relatório sobre campanhas digitais identificou 18 mulheres de até 29 anos eleitas para cargos no Legislativo nas eleições de 4 de outubro de 2026. O levantamento Monitor Jovem DX, do Instituto Democracia em Xeque, com o Núcleo de Pesquisas em Psicologia Política e Movimentos Sociais da PUC-SP, analisou as candidaturas.
Segundo o relatório, todas as eleitas usaram redes sociais na campanha. Das 334 mulheres de até 29 anos que concorreram em 2026, 5,4% se elegeram. Em 2014, primeiro ano da série, a proporção foi de 0,9%. Em 2022, 576 mulheres dessa faixa etária disputaram vagas.
De acordo com a classificação do levantamento, sete eleitas são de direita, cinco de extrema-direita e seis de esquerda. As candidatas de extrema-direita usaram com mais frequência um discurso de confronto, com temas como disputas entre os Poderes, segurança pública e costumes. As de direita destacaram trajetórias pessoais e religiosas. As de esquerda citaram direitos, trabalho e mobilização coletiva.
Entre as dez jovens com maior volume de financiamento de campanha, apenas duas foram eleitas: Amanda Gentil (PP-MA), com receita total de R$ 3,2 milhões, e Ana Júlia (PT-PR), com R$ 3 milhões.
Entre as eleitas, Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1,9 milhão de votos. Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, foi a deputada federal mais votada de Minas Gerais, com 524 mil votos.