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Pedro Parente não declara voto e vê risco de concentração de poder

Ex-ministro de FHC diz que maioria da direita no Congresso aumentou os riscos e afirma que saiu de jantar com Flávio Bolsonaro com opinião pior

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 10h33 Fontes

O ex-ministro Pedro Parente, que chefiou a Casa Civil e o Planejamento no governo Fernando Henrique Cardoso, disse que não vai declarar seu voto no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirmou que a maioria da direita eleita para a Câmara e o Senado elevou os riscos representados por um dos candidatos.

Parente já havia dito que não votará em Flávio Bolsonaro (PL). Ele classificou a decisão final como "individual e solitária" em carta publicada no LinkedIn, em resposta a um artigo do jornalista João Moreira Salles na revista piauí. Salles citou executivos que participaram de um jantar com Flávio Bolsonaro em São Paulo, organizado pelo ex-presidente do Credit Suisse Brasil Marcelo Kayath. Parente estava entre os presentes e disse que deixou o encontro com opinião pior do que tinha ao chegar.

Segundo Parente, Flávio Bolsonaro não apresentou um projeto de país, mesmo quando questionado. As propostas econômicas, afirmou, foram genéricas e foram expostas por assessores, entre eles a ex-presidente da Caixa Daniella Marques e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Ele definiu a possibilidade de moderação do candidato como "um enigma". Parente também comparou o cenário brasileiro ao dos Estados Unidos, onde Donald Trump governa com maioria republicana nas duas casas do Congresso.

As fontes não trazem manifestação de Flávio Bolsonaro sobre as declarações de Parente.

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