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Flávio Bolsonaro não reconhece resultado e pede anulação da eleição

Senador derrotado critica decisão de Zanin que ampliou em duas horas a votação do segundo turno

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou no domingo (25) que não reconhece o resultado do segundo turno da eleição presidencial e que vai pedir a anulação do pleito. Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele atribuiu a decisão a uma medida do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Zanin determinou a prorrogação da votação, das 17h às 19h, horário de Brasília. Flávio disse que a decisão foi tomada às 17h01 e que o ministro, por não integrar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), interferiu nas atribuições da Justiça Eleitoral. Ele afirmou que a medida favoreceu o adversário. Segundo o relato de uma das fontes, Flávio disse que o ministro atendeu a um pedido da campanha de Lula e que Zanin foi advogado do petista antes de ser indicado ao STF.

Em pronunciamento na casa onde acompanhou a apuração, no Lago Sul, em Brasília, o senador afirmou que a prorrogação criou "quebra total de isonomia" entre eleitores de diferentes cidades e estados, já que nem todas as urnas foram reabertas. "Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter", disse. Ele também afirmou que a campanha acionará o setor jurídico para pedir a anulação.

Flávio disse ainda que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre a partir do momento em que a prorrogação foi decidida. Segundo ele, "tem muita coisa para ser esclarecida". As informações sobre a saída dos fiscais aparecem apenas em duas das reportagens consultadas, e a reportagem não obteve, a partir delas, confirmação independente do episódio.

A campanha do senador também havia pedido ao TSE a prorrogação da votação em municípios de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, por causa de chuvas, alagamentos e quedas de energia. A solicitação foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo as fontes, o pedido do PL e o da campanha de Lula tratavam de problemas de transporte, de chuvas e de bloqueios de vias.

Os relatos sobre os locais atingidos pela decisão variam conforme a fonte. Uma reportagem cita nove estados, entre eles São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Outra fala em cerca de 10 estados. Uma terceira cita três cidades da Bahia, incluindo Salvador. Ainda segundo as fontes, a decisão de Zanin valeu para todo o país.

O resultado foi confirmado pelo TSE com a apuração completa. Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos válidos, ou 64.256.232 votos. Flávio teve 48,21%, ou 59.826.041 votos. Uma das reportagens informa que a vitória de Lula foi confirmada matematicamente às 21h08, com 97,69% das urnas apuradas. Outra indica que a apuração chegou a 99,9% das urnas.

Lula foi reeleito em segundo turno após ficar atrás no primeiro. Segundo duas reportagens, essa é a primeira vez desde a Constituição de 1988 que um candidato que terminou o primeiro turno em desvantagem vence a eleição presidencial. No primeiro turno, Flávio havia terminado à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

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